Viana
Tenho pensado muito na morte. Não a temo, não deixo que ela me atormente, mas ultimamente tento encontrar um propósito para a morte, de forma a torná-la menos traiçoeira. Todo este filosofar começou devido a um vaso de crisântemos. Quando saí do trabalho, fui ao Pingo Doce encher o frigorífico. Comprei mais uma planta, desta vez um crisântemo de flor amarela. A minha mãe disse que são as flores que se põem no cemitério agora no inverno, por se darem no frio. Agora, sempre que olho para o vaso, lembro-me da morte! No entanto, tal como li estes dias, "death is only the end if you assume the story is about you". E como eu não quero que a vida seja só sobre mim, talvez associar as flores à morte seja uma bonita homenagem ao legado que cada um de nós deixa quando parte para outra aventura. (14 outubro 2020, no meu diário) Esta ideia ficou-me na cabeça. A morte é só o final de tudo quando assumimos que a vida é só sobre nós. Sempre que pensava nesta frase, ela fazia cada vez mais s...