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A mostrar mensagens de outubro, 2021

Como está a ser o processo criativo de escrever um livro

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Como vão poder perceber quando lerem o meu livro, esta ideia de eternizar em páginas e palavras uma história, surgiu em força a meio do ano de 2020. Impulsionada pela consistência mensal de escrita que ia tendo no blogue, parte da rotina que ia definindo, era com vista a criar as condições ideias para passar para papel o livro que já existia dentro da minha cabeça. Contudo, quem já me acompanha há uns tempos, sabe que eu sofro do Síndrome do Impostor e, por isso, a minha impostora, foi-me convencendo frequentemente que eu não era ninguém para escrever um livro. Quem é que ia querer ler a minha história? Por que razão me achava com legitimidade para o fazer? Assim, entre a rotina do dia-a-dia e a procrastinação constante e tóxica, fui adiando o momento de iniciar o meu processo criativo. Por outro lado, este deixar andar acabou por ser bom, porque me foi dando mais conteúdo, vivências e histórias para contar. Quando em julho deste ano decidi despedir-me, deixar o Porto e voltar a casa p...

Como e de onde nos chega o amor

Sinto saudades de estar apaixonada. Há dias, disseram-me que bastava eu querer. Discordei. Querer é uma desvantagem, porque cria dependência. Para nos apaixonarmos, acho que não basta nada, porque nada depende de nós. Não conheço ninguém que tenha dito “a partir de hoje, vou-me apaixonar” e apaixonou-se. Dizem que a paixão surge quando menos esperamos e eu continuo à espera. Já fui caindo nestas tentativas de atrair o amor, abrindo-me a experiências, velhas e novas. Mas sempre que penso, por exemplo, no meu primeiro amor, não consigo explicá-lo a ninguém. É algo que se sente muito e individualmente, que não é traduzível por palavras, apenas por olhares e sensações. Estes, que ninguém consegue sentir, além de nós. Não se atrai, do nada, um sentimento assim. Acredito sim, em predisposição para amar e ser amada. Mas é difícil, por vezes, a distinção entre a abertura para amar por se estar pronta e a abertura para amar por se estar só. Querer um amor por necessidade e por oposição à solidã...

Porque é que a nossa insegurança influencia as nossas relações?

Para começar este texto, decidi ir ao dicionário e ver a definição de insegurança. Diz assim: · situação em que alguém se sente ameaçado ou se encontra exposto a um perigo; · atitude de quem sente falta de confiança em si próprio. Todas/os nós carregamos na nossa vida algum tipo de insegurança. Tirem este momento para pensar quais os fatores que vos deixam inseguras/os. É o vosso trabalho? É a vossa relação com a/o vossa/o parceira/o? É o vosso corpo? É a vossa inaptidão para falar um idioma que não seja português? Quais são as vossas maiores inseguranças? Agora que já pensamos juntas/os sobre isto, vamos refletir sobre o seguinte: nessas situações que vos deixam, tal como diz a definição acima, ameaçadas/os ou expostas/os a um perigo, qual é o vosso primeiro instinto para contornar essa insegurança? Será que passa pela coragem em assumirem o que sentem, falarem abertamente sobre isso e procurarem evoluir? Ou será que passa pela cegueira doentia de que essa insegurança não ...