O Último Samurai: há beleza no fim
A semana passada estive em Lisboa e almocei com uma amiga que vive lá e que me levou a passear. Acabamos o dia em frente ao Rio Tejo a beber um fino e a ter uma conversa bonita e séria de urgente que é. Ela começou por partilhar comigo que tinha feito recentemente um trabalho sobre o luto no aborto. Contou-me que existem dois tipos de luto, um mais físico e outro mais emocional, mas que, para ambos, é preciso tempo para que a pessoa se despeça: ou de alguém ou de uma expectativa não cumprida. Com o surgimento deste tema, lembrei-me de lhe partilhar algo que já anda na minha cabeça há algum tempo e que já partilhei inclusivamente com vários amigos meus. Hoje, partilho-o convosco, com receio de ser ingrata com quem perdeu, mas consciente da beleza colateral que pode existir na morte ou, pelo menos, no luto. Respeito quem esteja a passar por um processo de luto, seja ele qual for. A minha empatia é toda vossa, já que, no vosso lugar, não sei como iria reagir. Efetivamente a morte assusta ...