Afogada em ócio
Há dias escrevi sobre o querido mês de agosto como sendo o mês mais aguardado do ano, já que traz com ele calor, festa, amigos e família. Isto até certo ponto. Admito que já estou mais acostumada ao ritmo da vida na cidade do que no campo. Por isso, era de prever que a minha longa estadia na querida terrinha ia levar-me a chegar a este ponto de ócio e tédio profundos . Os dias têm mais que vinte e quatro horas, mesmo sendo as manhãs passadas na frescura e leveza dos lençóis. A vontade de sair de casa é gigante e a vontade de voltar a casa quando se sai idem. Programar um dia no rio dá trabalho e a preguicite aguda acaba sempre por nos condenar à mesma rotina de há semanas atrás. As noites já não são as mesmas e sair para tomar um café já não compensa o trabalho de despir o pijama que cheira a casa, sono e moleza. As costas ganham a forma do colchão e doem cada vez que vamos dormir. E encontrar a posição certa para tal custa, pois todas as possíveis já foram usadas nas horas a...