Sobre a saudade
Há pouco tempo contaram-me uma frase que fez os cordelinhos do meu cérebro entrarem em profunda reflexão: "As saudades evitam-se." , dizia a traseira de um camião. As saudades deixam-nos vulneráveis. Tão vulneráveis que fazem o nosso coração verter lágrimas, que se misturam com o sangue ardente e que inundam o nosso corpo e a nossa alma de desalento e dor. Mas nós, máquinas perfeitas por alguém idealizadas, temos que evitar e contrariar as saudades. Elas levam-nos a tomar más decisões, a dizer palavras do coração para fora, a vacilar em momentos m , em horas h . Guiam-nos para as ruas da amargura, principalmente quando estas fazem parte do lado de lá da sombria, obscura e cliché zona de conforto. Dizem habitualmente que a palavra saudade faz provar que o passado valeu a pena. Logo, é bom sentir saudade. Já eu, odeio saudade. Ter saudade significa que o presente não é vivido em toda a sua plenitude e, por isso, os dias não conseguem ter o mesmo brilho e fulgor a que ...