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A mostrar mensagens de dezembro, 2019

Eu acho que

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Vivemos hoje numa roda viva em que as palavras preferidas e mais proferidas a seguir às "Eu sei", são as "Eu acho que". Todo e qualquer ser que mexe, pensa e fala, acha sempre alguma coisa sobre qualquer assunto dentro de algum contexto. Hoje, eu também acho que muitas coisas e antes que me esqueça... Eu acho que fazemos parte de um mundo de minorias e é sobre estas que alguém vai sempre achar alguma coisa. Eu acho que uma rotura de mentalidades provém sempre de uma revolução dessas minorias. Eu acho que o problema não está nas minorias, mas sim nas maiorias. Eu acho que as minorias não se acham superiores às maiorias.  Eu acho que as maiorias é que acham que isso acontece e usam o politicamente correto e a vitimização para se superiorizar às minorias, por não serem seguros daquilo que querem e são. Eu acho que são as maiorias as que mais acham que e que, por si só, são mais preconceituosas, egoístas e conservadoras. Eu acho que fazer parte de u...

Lealdade

E quando o vinho se acaba, Os presentes se vão, As luzes se apagam, E os lençóis, lavados e frescos, A cobrem, Ouve o bater do coração. Sincero e transparente, Verdadeiro e carente. Expõe a autenticidade  Num mundo apinhado de perversidade. Os duendes reúnem-se e planeiam. Intensificam o suposto E ensinam a beleza colateral do oposto, Pois aquilo pelo qual mais anseiam É que ela nunca se esqueça De agradecer pelos valores que a seguram, De os honrar mesmo quando os censuram Antes que subitamente adormeça. E quando o sol nasce, O despertador ecoa, Os pés encontram o chão E ela se levanta à toa, É hora de admirar o espelho,  Aprender com o oposto E voltar a exacerbar o suposto. Porque a vida é um clímax E pode ser um universo de felicidade. Desde que a procuremos no sítio certo No ...

Mais é menos

Deitar a cabeça na almofada é muito mais do que fechar os olhos e dormir. Entre pensamentos galopantes, dúvidas existenciais, listas de afazeres intermináveis e sonhos que me mantém acordada, o que mais pesa quando deito a cabeça na almofada são os quilos da consciência tranquila. E, neste caso, mais é menos. Mais quilos, menos desassossego, menos arrependimento, menos medo de mim. No início desta semana passei por um momento que me fez questionar se os quilos da minha balança pendiam mais para o desconcertante ou para o tranquilizante, e por mais que a grande maioria das minhas ações caiam a favor da paz, existe algo que é tão, mas tão superior, que faz com se crie um desequilíbrio sério: estarei eu a dizer vezes suficientes o quanto amo as pessoas que amo? Ou estarei a dá-las como garantidas? A última vez que algo assim me passou pela cabeça foi quando o avô Joaquim se transformou numa estrela brilhante ao lado da avó Mavilde. Naquele dia, o que vinha de fora nada tinha que ...