a notícia da morte na indonésia
chegou-me a notícia de que partiram mais dois colegas de faculdade. digo “mais dois”, porque desde 2012, o meu ano de caloira, que já partiram mais pessoas da fcdef do que os dedos que tenho nas mãos. fico sempre chocada com estas notícias. não só porque há um luto constante na minha faculdade, como também porque são demasiadas caras conhecidas e jovens a ir. são pessoas como eu, como nós, que veem o ciclo da vida ser interrompido demasiado cedo. fecho-me no meu casulo e ponho tudo em perspetiva. repito para mim mesma que a vida é muito boa, mas também é muito curta, abanando-me para aquilo que todos nós sabemos, mas que insistimos em não aplicar: dizer e fazer tudo aquilo que sentimos, porque o amanhã não existe. dei por mim aqui, na indonésia, a pensar no conceito de carreira e apercebi-me que não sou motivada por ser muito boa numa só coisa para o resto da vida. pela construção sublime de um cargo ou profissão. entendi que gosto de muitas coisas e que posso ser apenas boa em várias ...