Assustada, desassossegada, mas nunca resignada
Hoje acordei com vontade de escrever. Na verdade, ontem já me deitei desta forma quando comecei a ouvir os meus pensamentos e me apercebi que já há algum tempo não lhes prestava atenção. Esta distração é boa, porque me permitiu viver com intensidade os primeiros quinze dias de julho, nos quais passei grande parte do meu tempo sozinha. No entanto, com o aproximar do fim destes dias de viagem, festa e momento presente, comecei a recear a inevitável fase mais depressiva do pós pico de felicidade que, no meu caso, se relaciona diretamente com os meus pensamentos a fugir para o futuro. Há uns anos era incapaz de passar tempo de qualidade sozinha. Estava tão dependente da aprovação e da companhia dos outros que, quando regressava a casa só ansiava pela chegada do dia seguinte, onde ia estar novamente rodeada de pessoas. Preocupava-me com apenas isto mesmo, com a roda de gente, independentemente da nossa conexão e da conexão comigo mesma. Também nesta altura os meus pensamentos ao futuro pe...