Ser demasiado
Esta semana desabafei sobre sentir-me demasiado. Depois desabafei sobre o oxigénio que ganhamos quando libertamos o que nos sufoca. E hoje venho falar destas duas coisas aliadas ao facto de me sentir um macaco a saltar de galho em galho ao longo do dia, sem capacidade de me focar numa coisa só. Vamos por partes. Sentir-me demasiado não é de agora. Conto no meu livro de que forma a minha infância fez de mim uma mulher insegura e em conflito constante entre o querer vencer e o não querer ofuscar ninguém com isso. Fui rotulada, quando ainda era criança, como a melhor. Na escola, na música, no desporto, felizmente eu era boa em muita coisa. Mas, por outro lado, o facto de eu ter uma inata facilidade em aprender e em fazer a minha criatividade dar frutos, fez com que eu sofresse muito na escola com isso. Ninguém, desde colegas a encarregados de educação, disfarçava o descontentamento quando me viam no primeiro lugar do pódio. Na altura, tudo isto foi lenha para a minha fogueira que, apesar ...