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A mostrar mensagens de outubro, 2015

A love story

Sempre foi a mais pequena no meio dos amiguinhos. Pequena em tamanho, mas grande em energia e genica, um dia perguntou se podia ir para a natação. No dia após o sim do pai e da mãe, lá estava ela a chafurdar na piscina, cujo nível da água na parte menos funda lhe dava pelas orelhas. Sem receios ou aflições, quarenta e cinco minutos de aula duas vezes por semana não chegavam para saciar a sua vontade de nadar. Com a mariposa e o bruços gravados no seu padrão motor e as fibras rápidas super desenvolvidas, a escolinha já não era suficiente para a criança espevitada de metro e meio que nunca queria sair dentro de água e que começava a gostar a sério da natação. Eis que criam o clube de natação, com treinos todos os dias e provas em diversos locais ao fim-de-semana. "Mãaaaeee, posso?! Quero, quero, quero!". E, mais uma vez, o sim dos pais deu autorização. A partir desse momento, o cheiro a cloro entranhado no corpo tornou-se vulgar e natural; os banhos de cinco minutos pa...

Porto, 20 de outubro de 2015

Queridos coleguitas de mestrado, Escrevo-vos este texto em jeito de desabafo, pelo sentimento de revolta e incredulidade que tenho sentido desde o início do ano e que, por razões de sono, se acentuou hoje. Passo a justificar, porque quero, estes meus sentimentos. Em primeiro lugar, sinto-me mesmo envergonhada por partilhar um ciclo de ensino de tamanha importância e seriedade com indivíduos tão ocos e pobres de espírito. De espírito e de educação. Não sei se vos ensinaram isto em casa. Certamente não . Mas o respeito, o respeito apenas, tem de estar intrínseco na personalidade de cada um de nós. Que muitos não o têm, por simplesmente terem batido com a cabeça à nascença, não é novidade nenhuma para ninguém. Agora, o respeito ou, neste caso, a falta dele, por alguém mais velho, relaciona-se pura e simplesmente com a ignorância, estupidez, infantilidade e idiotice que vos correm nesse sangue enferrujado pelos demónios axiológicos desta vida.  O pôr-se no lugar do outro é...

A não-perspicácia

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Revi-me na tua história. Também eu estou numa situação parecida à tua. Quando gostas muito de alguém e esse alguém te faz falta, recusas-te a ver o mal. Depois, quando esse alguém deixa de ser vital para ti, percebes que realmente ele não é aquilo que pensas.  E assim se revelam pessoas. Não, elas não mudam do dia para a noite. Simplesmente já são assim, desde sempre. Apenas o nosso amor por elas cegou-nos ao ponto de não conseguirmos tirar-lhe a pinta no dia um. E eu que sou tão perspicaz... Mas, parece que esse alguém ainda é vital, ainda é essencial, ainda preenche um canto do teu coração. E por isso, tu não consegues desistir. E perdoas, e percebes, e vais atrás, e levas com a porta no focinho, e gostas, e voltas lá. Porque alguém é assim, porque é o cansaço o responsável por, porque é feitio e não defeito, porque ainda amas. Um dia, quando perceberes que por fazeres não significa que todos têm o mesmo coração que tu e vão retribuir com a mesma moeda da amizade, da pre...