Não há terra como esta

Agosto. Mais propriamente meio de agosto.

Já se nota movimento, principalmente à noite. Os cafés já estão cheios e o parque, no jardim, já está lotado de criançada. As matrículas amarelas e estranhas enchem todos os estacionamentos. Andam rua acima, rua abaixo, lentamente, quais turistas. Arcos! Já puseram os arcos e, este ano, há guarda-chuvas pendurados no céu. Deve ser para afastar este mau tempo que teima sempre em aparecer nesta altura, ou então, para proteger dele mesmo, não fosse essa a sua função. Respira-se frescura, música popular e novidade. Os marroquinos já montaram as barracas, a Sagres já se encarregou de estacionar o atrelado mágico e as farturas Nunes já ocuparam o lugar cativo. 

Começa hoje e às oito e pouco vou buscá-lo. Antes, por volta das seis, vou buscar a mãe que está na padaria a fazer as deliciosas bolas de carne. Ah!, bolas de carne, a escorrer azeite, acabadinhas de sair do forno. O pai, já tratou do tintol. Tudo a postos para logo à noite e para as restantes que hão-de vir. A semana mais aguardada do ano, nesta terra transmontana, está aí. E promete fazer jus, mais uma vez, ao nosso querido mês de agosto!

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